

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), dizer que “somos Qi” é uma forma de expressar uma ideia fundamental: a vida não é vista como algo estático, mas como um processo contínuo de transformação, movimento e relação.
Qi é frequentemente traduzido como “energia vital”, mas o conceito é mais amplo. Pode ser entendido como aquilo que anima, nutre, aquece, movimenta e organiza o organismo. Qi não é apenas uma “substância” que temos dentro de nós, mas um princípio dinâmico que se manifesta em tudo o que fazemos.
Na visão da MTC, o corpo, a mente e as emoções não estão separados. O Qi circula pelos meridianos, sustenta o funcionamento dos Órgãos e Vísceras (Zang-Fu), participa na produção e manutenção do Sangue (Xue) e relaciona-se com a Essência (Jing) e o Espírito (Shen). Por isso, quando o Qi está harmonioso, existe movimento e adaptação; quando está deficiente, estagnado ou em desequilíbrio, podem surgir manifestações físicas, emocionais e funcionais.
Um dos grandes fundamentos da MTC é o equilíbrio Yin e Yang que não são forças opostas mas sim aspectos complementares e interdependentes do Qi, cujo equilíbrio sustenta a vida e se manifesta na alternância entre opostos, como dia e noite, actividade e repouso.
Assim, dizer que “somos Qi” significa que somos seres vivos em constante transformação e interacção. Cuidar da saúde, segundo a MTC, é favorecer o livre movimento do Qi e preservar a harmonia entre o nosso interior e o mundo ao nosso redor.
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